12ª ESTAÇÃO - JESUS MORRE NA CRUZ
- Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
- Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo.
Leitor(a) 1: Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: "Tenho sede". Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram- na à boca de Jesus. Ele tomou o vinagre e disse: "Tudo está consumado". E, inclinando a cabeça, entregou o espírito (Jo 19,28-30).
Leitor(a) 2: A morte de Jesus na cruz é a consequência extrema da injustiça humana. Hoje, muitas mortes acontecem porque famílias vivem em moradias inseguras, frágeis, abandonadas pelo poder público. O Papa Leão XIV recorda: "os pobres não são uma categoria sociológica, mas a própria carne de Cristo" (DT, 110). Nos deslizamentos de encostas, nas casas construídas em áreas de risco, nos barracos levantados sobre aterros frágeis, vidas são ceifadas em segundos. Cada vida perdida nesses cenários revela a morte lenta das políticas públicas que não cuidam dos mais vulneráveis. Cristo morre novamente quando uma família perde seus filhos sob os escombros, quando uma chuva arrasta uma casa inteira, quando um teto desaba sobre inocentes. No silêncio da cruz, ouvimos o clamor dos que morrem porque não tinham onde morar com segurança.
Dirigente: Senhor Jesus, no silêncio da morte nasce a vida. Entregastes o Espírito e renovastes a criação. Da cruz, brota o sonho de um mundo com teto, terra e trabalho. Senhor, que morrestes por amor, ensinai-nos a morrer para o egoísmo e viver para o bem comum. O sopro que deixais é promessa de casa nova: a casa do Pai, onde há lugar para todos. Vosso último suspiro é o início do Reino no seio da Igreja.
Todos: Amém.
PAI NOSSO, AVE MARIA E GLORIA AO PAI
🎶Meus Jesus, por nós morrestes, por nós todos padecestes, ó que grande é vossa dor! (bis)
🎶Pela Virgem Dolorosa, vossa Mãe tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus! (bis)